16.2.11

VAMOS EM BUSCA DE UM VERDADEIRO IDEAL

VAMOS EM BUSCA DE UM VERDADEIRO IDEAL

André Silveira

A vida, esta bela formação de fatos e acontecimentos que rodeiam o grande mistério do “todo”. Mas como definir a existência? Pode parecer uma pergunta idiota, ou até mesmo utópica, mas e se for apenas uma pergunta difícil demais para ser respondida? E se for este o desafio do ser humano? Quanto tempo está sendo perdido e quantas vidas estão sendo desperdiçadas.

Temos o costume de sempre criticar o momento atual da sociedade, mas o fato é que o ser humano está sempre com problemas. Em qualquer era que se estude o ser humano sempre estava em busca de um ideal de sobrevivência, e este nos trouxe até os dias de hoje, onde ainda procuramos uma “saída” para a raça humana, que está sempre “na beira do abismo”.

E se estivermos procurando as coisas do lado errado? E se os princípios estiverem totalmente invertidos, como um espelho, onde vemos a mesma coisa que somos, mas de um ângulo inverso. Quem sabe o ser humano acaba com a prática de guerras e mortes e começa a se concentrar em valores éticos e morais de um digno ser iluminado que julga ser? Quem sabe paramos um pouco de acelerar uma máquina que está nos levando ao fundo do poço, acabando com tudo que encontra em seu caminho? Temos que LUTAR contra isso.

Se fosse tão fácil acabar com o sofrimento do mundo apenas levantando uma espada e indo para a batalha do bem contra o mal seria magnífico, mas não é assim que funciona, temos uma rede de mentiras e um jogo de poder que encobre a mente da sociedade, tornando seu olhar apenas para valores inúteis e sem sentido, não a deixando ver que o ser humano faz parte de um mundo, e não o mundo que faz parte do caminho do ser humano, como se este tivesse direito de acabar com tudo legitimamente.

O que buscamos afinal? Mais e mais perguntas? Pode ser, mas acredito em um basta, em um momento em que olharemos para o céu e deixaremos nossas crenças, ódios, amores, sentimentos, e tudo mais para trás, tendo a certeza de que somos muito mais do que tudo isso que nos é forçado acreditar, e que a paz é possível através da sabedoria que todos podemos ter.

É difícil vislumbrar tal panorama, mas a impossibilidade não é limite para seres pensantes como somos. Vamos acreditar em algo que realmente valha a pena, vamos arrancar essa nata que encobre os olhos do povo. Olhe para seu próprio umbigo e reflita se você merece ser digno da iluminação humana, se você é o mocinho ou o vilão do filme de nossa raça. Escolha seu lado, saia de cima do muro, faça a diferença e vamos salvar o que ainda resta da dignidade e da bondade humana. ISTO QUE VEMOS HOJE NÃO É BONDADE.

Pequenos gestos podem salvar o mundo, comece, ou seja apenas mais um a cooperar para o sofrimento que está em nosso atual caminho. Acha isso besteira? Então olhe em volta e veja o caos. Não queremos isso para nossos filhos e netos, então sejamos os escolhidos para mudar. Essa guerra também é nossa, e a bondade sempre deve prevalecer.

Que Deus nos ilumine.

3.1.11

APENAS UMA CHANCE - Percepções

APENAS UMA CHANCE
André Silveira

É tudo o que é necessário, uma chance.

Uma chance para aqueles que perderam a esperança, que perderam algum movimento do corpo ou algum sentido. Uma chance de reparar o dano, de ser “normal” novamente. Seria mais do que uma simples chance, seria um milagre. E depender exclusivamente de um milagre é um tanto quanto desanimador, porém a esperança nunca pode acabar. Jamais.

Atualmente em nossa sociedade temos um cenário onde a beleza e a fama são o centro do mundo, as pessoas acabam com suas vidas para serem mais “perfeitas” e “famosas” do que as outras, nem que para isso seja necessário banir a felicidade e a moral da vida. E mesmo assim ainda há insatisfação quando a perfeição não vem. Isso é não valorizar o que se tem.

Somos seres humanos e nunca estamos satisfeitos, é de nossa natureza sermos assim, porém, quando estamos expostos a situações extremas aprendemos que nossa vida, aquela que antes parecia um lixo, é, na verdade, uma maravilha, uma dádiva, uma oportunidade, mesmo que o caos seja completo e que as situações sejam desfavoráveis, ainda estamos aqui e ainda temos a chance de viver e aprender.

Aprendemos que reclamar da vida é uma idiotice, pois existem pessoas que dariam a alma por poder andar novamente, que dariam toda riqueza do mundo para poder enxergar de novo, enfim, aprendemos que só podemos aprender realmente algo quando estamos inseridos no problema, quando estamos limitados a algo que antes fazíamos com facilidade.

Ainda sentimos o vento bater em nosso rosto, ainda sentimos o sangue correr em nossas veias, vemos que existem pessoas a nossa volta, somos seres abençoados, não importa a limitação, ou o desafio, ainda seremos seres humanos, que, mesmo com todas as limitações físicas e psíquicas, ainda podemos mostrar que a volta por cima é possível. A chance. A verdadeira chance de mostrar ao mundo que não há limitação física que faça o ser humano deixar de ser uma criatura abençoada. A chance de mostrar que o bem sempre pode estar presente, e que a esperança deve povoar sempre o coração de todos.

Então, ao invés de ficar reclamando de sua vida, seja porque teve um insucesso, ou se simplesmente algo não deu certo, pense bem, olhe em sua volta, existem pessoas que não vivem 10% do que você vive e são felizes por ainda terem esperança no coração. Portanto, vamos valorizar o que temos, pois, os que não têm, só desejariam uma chance. Mas eles vivem com esperança, e isso ninguém lhes pode tirar.

Doe sangue, doe órgãos, e dê mais uma chance.

Que Deus os abençoe.

9.12.10

A IMPORTÂNCIA DOS ESTÍMULOS - Coluna Percepções

A IMPORTÂNCIA DOS ESTÍMULOS


André Silveira



Olhando para o céu e pensando na vida, respirando o fresco ar de inverno, que traz consigo as folhas secas e as memórias da infância. Pensando em como mudar a vida das pessoas, em como tornar o mundo um lugar melhor.

Tentando entender por que de tanta violência e individualismo, tentando entender onde o ser humano falha na tentativa de paz, ou quem sabe tentando racionalizar o ser humano, criando um pensamento comum entre TODOS os seres humanos.

Foi sob este panorama que eu me encontrava neste final de semana, observando o movimento do vento, para ver se com ele viria um sopro de esperança para quem ainda acredita em um final feliz. Foi quando neste momento de reflexão recebi uma ótima noticia, onde fui informado que mudei um destino, declaradamente. Explico.

Há alguns meses, numa maravilhosa tarde ensolarada, proferi uma palestra na Escola de Ensino Fundamental São Francisco de Assis, no bairro Colina. A palestra abordava o tema “Disciplina para alcançar os sonhos”, onde – nela – eu demonstrava aos meus ouvintes – alunos da 5ª e 6ª série –, usando meu próprio exemplo, como é possível alcançarmos nossos sonhos através da fé, do amor e principalmente da disciplina, para levar os sonhos sempre adiante.

Neste encontro, após expor o material, abri a oportunidade para ouvir seus anseios e sonhos, para saber como a nossa juventude está lidando com isso, e me espantei em dois aspectos. No primeiro – o inevitável -, alguns não prestaram atenção, ou simplesmente afirmaram não ter sonhos, pois claro, não foram educados para ter sonhos, apenas para seguir modelos. No segundo aspecto percebi que muitos – a grande maioria – estavam vidrados em meus “ensinamentos”, e quando abri a oportunidade de se expressarem foi a minha maior alegria. As crianças viajaram na imaginação, botando pra fora tudo o que vinha reprimido pela sociedade atual, expressando sonhos e vontades de conquistas na vida. Foi uma experiência única.

Porém, após aquele dia eu ainda tinha na cabeça os que não me “ouviram”, e isso me preocupava, pois tenho este “defeito” de querer mudar o mundo, e na minha concepção a educação é a nascente do novo mundo, é nela que o investimento deve ser pesado.

Cheguei então ao momento em que observava o céu atrás de respostas, quando recebi a notícia, como relatei antes. A professora Rosângela Aquino, vendo o impacto da palestra em muitos, resolveu dar uma tarefa para a turma, pedindo que fizessem uma auto avaliação de suas condutas na vida, e foi neste momento – ao realizarem a tarefa – que o sopro de esperança saiu de uma fresta no espaço direto para meu cérebro, pois um aluno escreveu em sua tarefa que era uma pessoa renovada, depois da palestra seus conceitos e objetivos mudaram, disse que conseguiu alcançar em seu pensamento o que foi expresso pelo palestrante.

Isso me encheu de orgulho e esperança. Depois de receber esta notícia senti que a mudança é difícil, mas não é impossível. Se cada um de nós depositarmos nossa confiança nesta mudança e colocar em prática os princípios mais básicos da vida em harmonia, com certeza conseguiremos vislumbrar um mundo melhor para todos.

Os estímulos. Vamos tratá-los com mais respeito e seriedade

1.12.10

Exercício da Velocidade - Percepções

EXERCICIO DA VELOCIDADE


André Silveira

Este ano está sendo uma loucura para todos nós, parece que está voando, que não teremos tempo de fazer nada do que queremos, temos a impressão de que a cada dia que passa, nessa nova era tecnológica e imediatista, estamos com menos tempo para viver a “nossa” vida, e isso é um problema.

São compromissos, tarefas, aulas, audiências, consultas e mais um monte infinito de atividades para apenas 24 horas de nosso dia. Isso é alarmante, nossa consciência está tendo dificuldades de acompanhar o ritmo da evolução, e valores estão sendo esquecidos.

No meu caso não é diferente, existem momentos que só quero me atirar em minha cama e dormir até a hora que eu quiser, mas isso não é possível, minha rotina não me permite esse luxo. Estou fazendo meu trabalho de conclusão de curso – Direito –, cursando uma disciplina de intensivo de inverno, mil tarefas para concluir no escritório, revisando meu novo livro, respondendo contatos de editoras e ao mesmo tempo escrevendo esta coluna semanal para meus ilustres leitores, isso não é pouco.

Confesso que às vezes me desanimo e fico chateado com essa situação imediatista que é imposta pelo cotidiano moderno, então tento refletir o máximo sobre os rumos da sociedade e da vida em geral, para saber se isso é um ápice ou um início de uma era em que não teremos tempo de viver “nossas” vidas. Não encontro conclusão.

Com isso, preciso rever meu dia-a-dia e – com calma – traçar metas e encontrar mecanismos para obstruir ao menos um pouco dessa pressão diária.

Uma das coisas foi voltar a fazer o que mais me estimula diante das dificuldades: Ler. Voltei a ter o hábito de ler aquelas obras preferidas, no meu caso, voltei a ler O diário de um Mago, de Paulo Coelho, não por ser um livro maravilhoso de se ler, mas por sempre encontrar respostas quando o leio. E isso aconteceu.

Em certo ponto do livro, Paulo expressa uma de suas experiências no Caminho de Santiago, onde percorre mais de 700 quilômetros a pé, da França até a Espanha, seguindo os conselhos e ordens de seu guia, para conseguir sua espada, concedida pela ordem católica chamada RAM.

Neste ponto que comentei acima, ele executa o exercício da velocidade, o qual, passo a palavra ao próprio Paulo Coelho explicar como é o tal exercício: “ Caminhe durante vinte minutos, na metade da velocidade que você costuma normalmente andar. Preste atenção a todos os detalhes, pessoas e paisagens que estão à sua volta.”

Sim, eu executei o exercício, e ele funciona. Além de executá-lo em um dia, ou em mais dias como ele aconselha, resolvi fazê-lo em minha vida. Apliquei o exercício da velocidade em meu cotidiano, respirando calmamente, observando tudo ao meu redor, apreciando o que é a vida, e como somos abençoados por viver. Estou mais tranqüilo.

Quem sabe não devemos fazer isso todos os dias? Repensar os momentos de raiva e pressa, lembrando que eles só servem para trazer sofrimento. Vamos apreciar a vida em nossa volta, com calma, para que a sociedade entre no ritmo de nossas necessidades psicológicas, e não o contrário.

25.11.10

REFLEXÕES SOBRE O SER (DES)HUMANO - Coluna Percepções

REFLEXÕES SOBRE O SER (DES)HUMANO


O escritor – como me disse uma vez um grande e famoso escritor – é aquele que escreve sobre suas experiências e sobre aquilo que o toca reflexivamente. Que por meio de seus escritos expõe ao mundo como sua mente receptou as informações, e como elas foram importantes para sua formação racional e espiritual.

E é isso que venho fazer aqui hoje, como escritor, escrever sobre minha recente experiência reflexiva. Neste último final de semana, em meio a muitas tarefas e redações, tentei tirar um pouco de folga do mundo, pegando um filme para assistir com minha esposa, como qualquer casal faz para abstrair-se do feroz mundo social que somos compelidos a agüentar.

O filme escolhido foi Avatar, de James Cameron, pois já havia tempo que estávamos para ver este filme, mas não tínhamos tempo. Trata-se de uma bela obra, com muitos efeitos especiais e cenas de ação, porém, o que mais chama atenção neste filme é o impacto moral dele sobre o espectador – pelo menos em mim.

Muitos não absorveriam estas mensagens por conformismo, ou apenas para não tirar a atenção dos grandes efeitos especiais do filme, mas eu não fui um desses, infelizmente, pois me senti parte da trama.

Não quero contar o filme e estragar a “sessão cinema” de ninguém, mas é preciso este desabafo sobre a mensagem intrínseca que há nele. Na história, que ocorre em um futuro não tão distante, os humanos vão a outro planeta – chamado Pandora – tentar captar seus recursos naturais valiosíssimos – já que a terra teria sido totalmente destruída pelos próprios humanos –, porém destruindo tudo o que encontram pela frente, sem se importar com nada, nem com ninguém.

O problema, é que neste planeta vive um povo nativo, que cultiva os princípios e valores de seus ancestrais, e os honra com sua convivência pacífica e fraterna – o que me fez pensar como perdemos nosso espírito fraterno de ser humano, como somos egoístas e “sujos”, e como cultivamos uma cultura podre e capitalista, enquanto que os valores morais vão se perdendo no meio disso tudo.

Esse foi o primeiro impacto, mas outro veio, e de forma mais brusca, que me deixou pensativo por muito tempo, que foi quando os humanos, visando o total lucro – como sempre – decidiram por eliminar tudo o que encontrassem pela frente para conseguir seus fúteis objetivos, atacando covardemente um povo cheio de amor e fé no coração – o que inevitavelmente me fez comparar essa cena com o mundo atual, onde somos facilmente compelidos e calados por grandes empresários, terroristas ou políticos, que manipulam vidas com suas canetas, e acabam com esperanças como quem derruba um castelo de cartas. Como somos fracos perante o dinheiro que manipula o mundo. Confesso que minha fé no ser humano enfraqueceu depois dessa reflexão.

Não fiquei decepcionado com o filme, pelo contrário, recomendo a todos, faz muito bem para o espírito humano este tipo de reflexão, mas me decepcionei com o ser humano, como um todo, pois os costumes são de nossa raça, pena que a corrupção ganha mais força do que a bondade. Mas não desistiremos, nunca.

Quando vi aquele povo sendo “trucidado” lembrei de todos nós, pessoas honradas, que de uma forma indireta também temos nossos espaços diminuídos por aqueles que visam apenas o lucro nesta vida, e foi aí que fiquei abalado, em pensar que cada vez mais a corrupção e a maldade ganham força, e estamos sucumbindo silenciosamente a isso, sem poder fazer nada, pois não temos a quem recorrer – pelo menos aqui no plano físico.

O que fica é a reflexão sobre este ser “humano”, que acaba com seu planeta, e se não bastasse ainda busca acabar com qualquer outro que encontrar, como na vida real. Esse não é um futuro distante, já presenciamos isso. Ainda temos força e tempo para mudar essa realidade? Na terra das incertezas, mais uma dúvida.

10.11.10

COLUNA PERCEPÇÕES

QUANDO NOS DAMOS CONTA DO QUE REALMENTE IMPORTA

Todos nos dizem que a vida é muito curta, e que temos pouco tempo para viver tudo o que ela nos proporciona. Mas essa preocupação com o tempo a torna mais rápida ainda, e enquanto pensamos coisas tipo “estou muito velho para isso”, ou “nunca terei tempo para fazer aquilo”, o nosso tempo vai passando, e o que era hipotético vira material, ou seja, perdemos nosso tempo pensando em como não perder nosso tempo, ou que vamos perder nosso tempo se não pensarmos em aproveitar nosso tempo.

Neste momento estou rindo, pois também me confundi nesta frase acima, é noite, estou cansado e estou escrevendo compulsivamente em um momento de inspiração, em que iluminadamente comecei a raciocinar sobre o tempo das pessoas, sobre como nossa sociedade é complexa e paradoxal, ela se preocupa com o fato de a vida ser curta estando rodeada de um meio social que exige sacrificar o melhor da vida para ter o básico, o que deveria vir a nós naturalmente. Perdemos nosso tempo com a preocupação de ter mais tempo no futuro, quando estivermos velhos e sem disposição, acostumados a sacrificar a vida em função de objetivos quaisquer.
O futuro é importante, ou melhor, é fundamental na vida de todos, é necessário um planejamento para que nossos objetivos de vida sejam alcançados, porém não podemos esquecer que o presente é o futuro do passado, e o que vivemos neste momento nunca mais voltará, nem se repetirá, é um momento único.

Então que tal tornarmos nossos momentos únicos, cada momento, como se fosse aquele que planejamos tanto. Você, agora lendo esta coluna, sinta seu coração falar, e siga-o, faça o que quiser fazer, liberte-se das garras do pensamento fixo e planejado de sempre, apenas por um momento viva o momento presente, antes de voltar ao que é inevitável para nossa sociedade atual, o momento de pensar no futuro.

Eu, continuarei aqui, fazendo o que amo fazer. Escrevendo mesmo estando com os olhos cansados e calejados de um dia de trabalho, mas vivendo – ao menos neste instante único – o meu momento, minha oportunidade de transformar o meu presente no que eu quero, podendo passar aos leitores a mensagem que me fez refletir.

Vamos nos dar conta do que realmente importa, neste momento. O planejamento vem após o instinto humano, um bem muito precioso e iluminado, que nos faz fugir da rotina, nos fazendo quebrar os paradigmas de pensamento exclusivamente futuro.

Vamos nos abrir para as surpresas da vida?

Um bom dia!

22.9.10

POR QUE LER KANT?

COLUNA PERCEPÇÕES - André Silveira
POR QUE LER KANT?

Immanuel Kant, um gênio de nossa espécie, simplesmente um dos mais brilhantes pensadores que a humanidade já viu, porém, seus pensamentos e teorias são complexos demais para entendimento de nossa sociedade atual, que se preocupa primeiramente com outras coisas do cotidiano.
Não era apenas um pensador, mas sim um visionário, que usou seu pensamento para chegar onde poucos seres humanos conseguiram chegar até hoje, sempre ressaltando que todos nós somos iguais, com a mesma capacidade de entender os fenômenos que acontecem a nossa volta.
Mas e o titulo desta coluna, “Por que ler Kant?”. Onde quero chegar com isso?
Bom, comecei a aprofundar minhas pesquisas no ramo do pensamento a partir do momento em que me vi diante de indagações quase sem nexo algum, questionando o “inquestionável”, então, com isso impregnado em minha mente, resolvi procurar por pensadores com os mesmos pensamentos que os meus.
Foi neste momento que – após grandes dificuldades – encontrei Immanuel Kant, questionando – em sua crítica – os fundamentos do pensamento humano, a partir da tentativa de explicar os limites do mesmo. E esta ideologia com certeza chamou minha atenção.
Com isso, tentei entender as palavras deste grande gênio, encaixando-as às minhas, e percebendo que ele estava certo, o ser humano pode sim ter a capacidade de explorar seu lado metafísico consciente, através da analise critica reflexiva, para tentar entender um pouco mais sobre nossas verdades e mitos.
Sei que parece complicado, e de fato é, mas trata-se de um pensamento necessário para a evolução da mente humana, que parece estar caminhando cada vez mais para o lado contrário. Não quero que saiam por aí lendo Kant, até porque é uma leitura pesada e de complexidade altíssima.
Mas eu vos desafio, a pensar metafisicamente, sim, isso é possível, basta respirar, olhar para uma linda paisagem, e se questionar sobre as coisas da vida, sobre os mistérios da humanidade, sobre nossa capacidade de raciocinar. Tente sair de seu corpo – com o pensamento –, isso é metafísica.
Tente ter o poder de consciência fora do meio social, tente ser um humano em sua essência. Podemos não encontrar todas as respostas da vida, mas o mundo gira em torno das perguntas, e com elas encontraremos muito mais do que as respostas, mas o mistério da vida, ou seja, temos o poder dentro de nós mesmos, basta encontra-lo. E isso é para poucos.

Sejamos estes.

10.9.10

VALORIZANDO NOSSOS MESTRES

COLUNA PERCEPÇÕES - FOLHA GUAIBENSE
ANDRÉ SILVEIRA


VALORIZANDO NOSSOS MESTRES

Um assunto sempre muito debatido é a valorização de nossos mestres, nossos professores, aqueles que servem de base para a humanidade. Sim, eles são a base da humanidade, pois são eles que ensinam nossa nova geração a guiar seu caminho pelo lado do bem.

Mas este profissional tão importante está sendo valorizado? Com certeza não, pelo contrário, cada vez mais o professor está sendo humilhado perante a sociedade, muitas vezes sendo tratado como vilão da história. O que não é correto dizer.

Em nosso meio social temos diversas áreas muito importantes para o desenvolvimento da humanidade, mas nenhuma é tão importante quanto a área educacional, sendo ela a responsável pelo futuro de nossa existência. O professor é aquele profissional que além de ensinar o que está escrito nos livros, deve ser aquele que serve como “guia” do pensamento do educando, ou seja, como um profissional tão desvalorizado e humilhado terá forças para expor pensamentos complexos e profundos, porém necessários, se nem ele consegue raciocinar tais pensamentos? Não que seja falta de capacidade, mas sim falta de estímulos. Pois, é frustrante traçar uma carreira tão importante e fundamental na vida de todos, e simplesmente ser apenas mais um profissional qualquer na folha de pagamento dos governantes.

Pense, se nossos professores atualmente já fazem diversos milagres diários para manter a dignidade educacional de nosso povo, imagine o que ele não faria se fosse estimulado, e tivesse a certeza de que seu trabalho seria reconhecido para sempre.

Portanto, é de extrema importância que nossos educadores sejam mais valorizados, caso contrário nossa geração futura irá sucumbir diante dos pensamentos inúteis e desorganizados que são impostos por modelos prontos de “educação”, que por sua vez são impostos por governantes que só pensam no resultado imediato, e não na sociedade á longo prazo.

Está mais do que na hora de colocarmos nossos valores na balança. O que vale mais a pena? Reflita.

3.9.10

Sobre a vida

COLUNA PERCEPÇÕES - FOLHA GUAIBENSE
ANDRÉ SILVEIRA
SOBRE A VIDA

O ser humano atualmente é um ser que cada vez menos se importa com o próximo, muito pelo contrário, o individualismo chama a atenção nos dias de hoje. E é fato que a cada dia que passa esse quadro está piorando, pois flagrantemente vemos a desigualdade social despontar como principal causa do individualismo.

Aqui no Brasil, por exemplo, isso é gritante. Trata-se de um cenário onde poucos têm muito, e muitos têm pouco – muito pouco – beirando a miséria completa do ser. E os dois estão lado a lado, convivendo sob a mesma atmosfera. Agora eu pergunto: Isso está certo?

Se voltarmos aos longínquos ensinamentos, podemos ver que o ser humano foi evoluindo até ser o que é hoje, e ainda está em evolução, mas olhando no provável momento da concepção do gênero “ser humano” vemos que todos nós somos iguais, e apenas “vestimos” trajes sociais – cargos, fortunas, fama – que nos dão poder sobre os mais fracos, e nos deixam humilhados perto de mais fortes. Somos seres com o mesmo inicio e com o mesmo fim, inevitavelmente.

Então, é certo toda esta distinção e esse “enjoativo” jogo de poder? Creio que não. Mas devemos acreditar – pelo menos – que a justiça real não será feita nesta existência, pois é muito triste vermos hoje em dia tantas crianças abandonadas, passando fome e morrendo de frio, enquanto que barões da maldade andam em carros importados, apenas aproveitando a vida com suas milionárias contas, sem ao menos ajudar quem precisa.

Portanto, sobre a vida não podemos chegar à conclusão alguma, pois ainda somos ignorantes para raciocinar sobre algo tão complexo e tão simples ao mesmo tempo, mas sobre os fundamentos da existência, neste ponto sim podemos concluir algo: a vermos que, por mais socialmente “trajados” estejamos, nunca conseguiremos fugir de nossa origem: A suprema IGUALDADE.

10.8.10

Questionamentos

Ontem enquanto tomava um confortável banho quente comecei a pensar sobre os questionamentos da vida. Pensar nos mistérios aos quais estamos envoltos, e como podemos explicar o que não está ao nosso alcance, tentando entender o porque de sermos limitados, já que conseguimos pensar tanto em outras coisas.
Tentei chegar a algum ponto palpável da mente, onde eu pudesse fixar uma idéia. Sem sucesso.
Os mistérios são como uma linha infinita, para qualquer dos lados que se procure um fim - no meu caso a razão - nunca chegaremos lá. Mas este tipo de pensamento não sai da minha cabeça.
Como somos seres dotados de inteligência e não conseguimos entender coisas tão simples, como por exemplo, nossa origem, ou a origem do ar em nossa volta??? Será que faz parte do jogo? Então por que deste jogo? A razão, na minha opinião, não existe. Mas então eu chego a mais um ponto infinito da linha: Qual a razão para não existir razão para as coisas?
Minha esperança é entendermos isso em algum outro plano, pois aqui na terra tenho a impressão que nos basta viver dignamente, seguindo uma doutrina que mora dentro de nós, e que nos rodeia onde quer que estejamos.
Abraço,